Agenda de eventos - Setembro
Confira abaixo os eventos programados para o mês de Setembro
49º Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação
Maior evento acadêmico do país na área, o Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação reúne professores, estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores e profissionais da Comunicação desde 1977. Em 2026, a 49º edição do congresso terá o tema “Educação midiática para uma geopolítica em transformação”. Paralelamente, o Intercom 2026 também realizará o II Colóquio Brasil-China de Ciências da Comunicação.
Data: 1 a 5 de setembro
Local: Universidade Católica de Brasília (UCB), campus Taguatinga - DF
Mais informações: https://www.intercom2026.com.br/

Lançamento do livro “Brasil Holandês”
Data: 2 de setembro
Hora: 18h
Local: UFRPE - Auditório da Biblioteca Setorial Manuel Correia de Andrade - Pernambuco

28ª Bienal Internacional do Livro 2026 – São Paulo
Maior evento cultural da América Latina, a 28ª edição da Bienal Internacional do Livro de São Paulo será um evento memorável, com pessoas de todas as idades que poderão se reunir, explorar uma vasta gama de livros, participar de discussões fascinantes e interagir com seus autores favoritos.
Data: 4 a 13 de setembro
Local: Distrito Anhembi – São Paulo
Mais informações: https://www.bienaldolivrosp.com.br/pt-br.html

245° Santo Jubileu do Senhor Bom Jesus
O Jubileu Bom Jesus é um evento que reúne milhares de fiéis em um grandioso movimento de adoração, amor e gratidão ao nosso Senhor Jesus Cristo pelas graças recebidas. A Capital Mineira da Fé irá receber a imagem de Nossa Senhora de Fátima, direto do Santuário de Portugal.
Data: 7 a 14 de setembro
Local: Basílica do Senhor Bom Jesus de Matosinhos – Congonhas/MG
Mais informações: https://basilicadobomjesus.com.br/

Semana Teológica 2026: A Vida Consagrada à luz do Vaticano II: memória, profecia, esperança
A Faculdade Católica de Fortaleza recebe mais uma edição da Semana Teológica, um espaço de encontro, reflexão e aprofundamento sobre temas que atravessam a Teologia e os desafios do nosso tempo. Ao longo dos três dias, teremos a presença de conferencistas e painelistas que irão compor nossa mesa para o diálogo.
Data: 08 a 10 de setembro
Local: Faculdade Católica de Fortaleza/CE
Mais informações: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdfDhixVLm5o9NiN2V4yUnnWcVaynnlsA1IsB1UMlUgDDIoaQ/viewform

VIII Congresso Interamericano de Autismo e Políticas de Inclusão
Em sua oitava edição, o evento traz como tema central “Transtorno do Espectro Autista e Saúde Mental: como a saúde mental impacta a inclusão escolar”, reunindo as pesquisas científicas mais recentes sobre o tema. E contará com a participação de especialistas renomados na área, além de autistas que contribuirão com seus relatos e vivências nas rodas de conversa, enriquecendo o debate com perspectivas fundamentais.
Data: 11, 12 e 13 de setembro
Local: Teatro Bom Jesus, Rua 24 de Maio. 135. Curitiba/PR
Mais informações: https://congressoautismo.com.br/

4ª Festa do Livro da Universidade de Brasília
Prepare-se para mergulhar em quatro dias de conhecimento, cultura e leituras. Em setembro a Editora UnB realiza a quarta edição da Festa do Livro da UnB. O encontro ocorrerá na entrada do Instituto Central de Ciências (ICC Sul) do campus Darcy Ribeiro da UnB, e promete transformar os corredores da universidade em uma verdadeira celebração literária. Com descontos a partir de 30%, editoras consagradas levarão ao público obras dos mais variados temas, com foco no público universitário. A programação cultural inclui lançamentos de obras, sessões de autógrafos e sorteios de livros, aproximando leitores, autores e pesquisadores. A Festa do Livro da UnB é um espaço de troca, inspiração e encontro entre saberes.
Data: 14 a 17 de setembro
Horário: Segunda a quinta-feira, entre 9h e 20h
Local: Instituto Central de Ciências – Ala Sul - Campus Universitário Darcy Ribeiro, Asa Norte, Brasília/DF
Mais informações: https://editora.unb.br/4a-festa-do-livro-documentos/

4ª Feira do Livro da UFF (FLUFF)
O evento, em celebração dos 40 anos da Editora da Universidade Federal Fluminense (Eduff), reunirá várias editoras, oferecendo livros de diversas áreas do conhecimento com descontos a partir de 40% do valor de capa.
Data: 14 e 17 de setembro
Horário: 9h às 19h
Local: Campus do Gragoatá, em Niterói (RJ)
Mais informações: https://fluff.uff.br/

Lançamento do livro “Brasil Holandês”
Data: 15 de setembro
Hora: 16h
Local: UFPE- Auditório do terceiro andar do CFCH - Pernambuco

Feira do Livro da PUC-SP
A PUC-SP recebe dezenas de editoras com mínimo de 40% de desconto, além de encontros com professores e autores. Três dias para aproveitar, descobrir novos livros e circular pelos corredores da universidade. Organizada pelo Centro Acadêmico 22 de Agosto, sob Gestão Alvorecer, a feira chega com o tema “Leitura, Ciência e Formação”, e promete movimentar a PUC-SP.
Data: 15, 16 e 17 de setembro
Horário: das 09h30 às 21h
Local: Campus Monte Alegre - Rua Ministro Godói, 969 — Perdizes - São Paulo / SP
Mais informações: https://j.pucsp.br/noticia/puc-sp-realiza-feira-do-livro-com-mais-de-50-editoras-e-descontos-minimos-de-40

Congresso Farol 2026
O Congresso Farol reúne os maiores especialistas do Brasil e do mundo para transformar a forma como profissionais e famílias entendem o autismo e o desenvolvimento infantil.
Data: 19 e 20 de setembro
Local: Arena Opus — SC-281, 4000 - Sertão do Maruim, São José - SC
Mais informações: https://florianopolis.congressofarol.com.br/

VIII CIAB - Congresso Internacional de Autismos do Brasil
Serão 3 dias intensos de imersão, com conteúdos práticos, baseados em evidências e pensados para quem busca ampliar horizontes e fazer a diferença na vida de pessoas autistas e suas famílias. Mais do que um congresso, o VIII CIAB é um ponto de encontro entre profissionais, pesquisadores, estudantes, educadores, terapeutas, famílias e todos que acreditam na construção de um futuro com mais conhecimento e impacto.
Data: 23 a 25 de setembro
Local: Centro de Convenções de Florianópolis CentroSul - Florianópolis – SC
Mais informações: https://www.congressociab.com.br/

X CONACIR – Congresso Nacional de Ciência da Religião da UFJF
O Congresso Nacional de Ciência da Religião, CONACIR, é um evento organizado anualmente por discentes/pesquisadores(as) do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Religião da Universidade Federal de Juiz de Fora (PPCIR / UFJF). Com o tema “Espiritualidade, saúde, sofrimento humano e produção de sentido”, o evento reunirá pesquisadores(as), estudantes e profissionais de diversas áreas para refletir sobre os desafios contemporâneos relacionados à religião, à espiritualidade, à saúde e às múltiplas formas de enfrentamento do sofrimento humano.
Data: 23, 24 e 25 de setembro
Local: Universidade Federal de Juiz de Fora - Juiz de Fora/MG
Mais informações: https://www2.ufjf.br/ppcir/2026/06/25/x-conacir-congresso-nacional-de-ciencia-da-religiao/

Lançamento do livro “Brasil: Terra Indígena”
Participe do bate-papo entre o autor, Marcos Pereira Rufino, e o coordenador da coleção, Wanderley Loconte.
Data: 27 de setembro (domingo)
Horário: 11h às 13h
Local: Teatro do Sesc Piracicaba - Rua Ipiranga, 155 - Centro - Piracicaba/SP
Apoio Sesc Piracicaba

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ALFREDO KINGO OYAMA HOMMA
Amazônia: ocupação, problemas socioambientais e desenvolvimento sustentável Este livro foi publicado pela Editora Vozes, na pós COP 30, de autoria do engenheiro agrônomo Francisco Benedito da Costa Barbosa. Trata-se de uma mini-enciclopédia crítica sobre 15 temas sensíveis sobre a Amazônia, atualmente, com desinformações e preconceitos e, sem antíteses. A sua leitura pode ser efetuada por capítulos, porém, todas conectadas. Trata-se uma obra que condensou centenas de referências, nacionais e externas, bem-atenta sobre os problemas locais baseados em quase meio século de experiência de campo, como nativo da região, que, àqueles fora da Amazônia, acreditam que a solução da região depende apenas do conhecimento tradicional, de indígenas e de quilombolas. Para ajudar este contingente populacional precisamos efetuar pesados investimentos em Ciência e Tecnologia, que o livro destaca na quarta parte. Os capítulos trazem antíteses com relação a cinco propostas que as ONGs, instituições internacionais, governos de países desenvolvidos e a quase totalidade da comunidade acadêmica nacional e mundial colocam como sendo a solução para a Amazônia. Extrativismo vegetal (floresta em pé), sistemas agroflorestais (SAFs), bioeconomia, venda de carbono e serviços ambientais e, a xenofobia botânica e animal (bovinos, soja, dendê, milho, bubalinos, reflorestamento etc.) que devem ser eliminados. Isto no tocante ao setor primário. A ojeriza acompanha, também, com relação aos projetos minerais, hidrelétricas, rodovias, ferrovias, petróleo etc., prejudicando a população regional. Não é fácil navegar neste cipoal de estereótipos e preconcepções para obter a síntese. A vida de um profissional, em média, está em torno de meio século de atividades. Este livro, serve como marco histórico, para que em 2076, possa avaliar as profecias contidas se foram válidas. O Francisco Barbosa pertence a geração que acompanhou estes últimos 50 anos, onde ao se comparar os Censos Demográficos de 1970 e 2022, tivemos a população dos estados do Pará e Amazonas, quadruplicada, de Mato Grosso sextuplicada, a de Roraima e Rondônia multiplicada por 15 vezes, entre outros. A famosa marchinha “Pra Frente Brasil”, do Miguel Gustavo (1922-1972) por ocasião da Copa do Mundo de Futebol de 1970, que ficou conhecida pelo verso “90 milhões em ação”, foi emblemática para o país tricampeão mais que dobrar a população, o desaparecimento do Brasil rural e a população da Amazônia Legal triplicada. Como bem explicita o prefácio do livro, neste período recente, a Amazônia muda de Época! De uma população rarefeita, economia extrativa e agricultura de subsistência, para um crescimento populacional, economia de mercado impulsionada pelo uso do solo (pecuária extensiva, agricultura itinerante) após a supressão da floresta, e extrativismo madeireiro. Essa mudança, inicialmente, foi estabelecida pelo Estado brasileiro e outros atores (pecuaristas, colonos, madeireiros), que atuaram impulsionados por dois marcantes acontecimentos: a abertura da rodovia Belém-Brasília, em 1959 e a Operação Amazônia, em 1966. Naquele momento a ciência não dispunha de respostas agronômicas e ecológicas para atender aos objetivos da ocupação econômica acelerada do grande “espaço vazio”, como resposta ao principal objetivo do governo: a segurança nacional. Portanto, o conhecimento empírico desses atores foi posto em prática. No início da década de 1980, três acontecimentos dariam inflexão a essa trajetória: a degradação das pastagens; o surgimento das críticas lideradas pelo movimento ambientalista; a incapacidade do Governo Federal em manter o nível de investimentos e financiamentos das décadas anteriores. Então a ciência foi convocada a participar, pois a nova fronteira aberta e o crescimento da população não permitiam retorno. Assuntos tratados nas partes 1, 2 e capítulo 8 do livro O desmatamento da Amazônia nos primeiros exames do satélite Landsat, na década de 1970, era de apenas 15 milhões de hectares ou 3% da Amazônia Legal e hoje alcança 82 milhões de hectares (18%). Esta área desmatada é superior a três vezes o Estado de São Paulo ou mais do que a soma dos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Se considerar que as matas prístinas como sendo a Primeira Natureza, as áreas desmatadas a Segunda Natureza, o nosso desafio de aplicar as ideias do Francisco Barbosa, seria como transformar parte da Segunda Natureza destruída em uma Terceira Natureza com atividades produtivas mais sustentáveis. O desenvolvimento sustentável não existe, mas um desenvolvimento MAIS sustentável é possível para qualquer atividade produtiva na Amazônia. O extrativismo vegetal muito defendido após o assassinato de Chico Mendes (1944-1988) é adequado quando o mercado é pequeno. Mas quando o mercado começa a crescer o extrativismo não tem condições de atender a demanda, muda para plantios e, até no desenvolvimento de sintéticos. Capítulos 2, 6 e 13 do livro. Isto aconteceu para mais de 3 mil plantas e centenas de animais que foram domesticados e constitui a base da agricultura mundial que consegue alimentar mais de 8 bilhões de pessoas. A primeira maçã que Adão e Eva provaram no Paraíso foi uma maçã extrativa, mas hoje ninguém está caçando porcos ou galinhas ou consumindo banana extrativa, porque todas foram domesticadas. Os SAFs, baseado na experiência dos imigrantes japoneses de Tomé-Açu, escondem romantismos, que precisamos estar atentos. O sucesso dos SAFs depende do mercado das plantas componentes, levam tempo, queda na produtividade, exige tecnologia e passam a ser mais exigentes em mão de obra, escassos na região. O pessoal pensa que é possível montar um SAF com um estalar de dedos. Esses aspectos são tratados no capítulo 13 do livro. Venda de carbono e serviços ambientais, podem ser adequados para grandes empresas. Mas induzir pequenos produtores, indígenas e quilombolas, a assinar contratos de 20 a 30 anos, seria enganarmos estas populações. Aspecto tratado no capítulo 9 do livro. Há alternativas produtivas mais importantes. Ninguém vai consumir carbono. Ele está estocado na árvore, na madeira utilizada na construção civil, nos móveis domésticos, das empresas e demais instituições. A FAO, em 2024, estimou que o consumo de madeira crescerá entre 30% a 37% até 2050. A produção mundial de madeira está em níveis recordes, em cerca de 4 bilhões de m³ por ano, o que demonstra a importância do reflorestamento e do manejo florestal. Assunto debatido no Capítulo 13. Em todos os eventos que ocorrem sobre a Amazônia, a tábua de salvação é a bioeconomia. Existem mais de três dezenas de definições sobre a bioeconomia, sem definir concretamente do que se trata. Trata se de uma polissemia, similar a manga como fruta e manga de camisa. Precisamos sair do discurso abstrato da bioeconomia para uma proposta concreta. Capítulo 14 do livro. A soja é uma bioeconomia como o álcool de cana, esta talvez, a maior bioeconomia, que em vez de bioenergia deveria ser rebatizada de agroenergia, pois, é proveniente da agricultura. Não existe solução mágica para a Amazônia. Na região existem um milhão de propriedades, dos quais 83% são de pequenos produtores, quilombolas, indígenas, populações tradicionais, pescadores artesanais, entre os principais. Metade desta população estão com nível de vida adequado. O desafio está com a outra metade, representada principalmente com os assentados dos projetos de assentamento, indígenas, quilombolas, populações tradicionais, entre outros. Levam tempo, são caras, exigem dedicação e não transformando as populações a viverem de assistencialismo ambiental ou de transferências governamentais. Exemplos dessas transformações encontram-se no capítulo 11 do livro. Finalmente, precisamos acabar com os preconceitos com a pecuária, soja, dendê, reflorestamento, entre outros. Todas são importantes para o desenvolvimento agrícola na Amazônia e para o país. A questão não é a soja ou a pecuária que leva a destruição da Amazônia, mas a falta de tecnologia, assistência técnica, logística e maior controle no monitoramento. Exemplos a essas questões encontram-se nos capítulos 10, 12 e 15 do livro. Essa é a mensagem deste livro e a Editora Vozes cumpre uma grande tarefa democratizando as informações e criando antíteses para as teses exógenas que são colocadas para se obter a síntese do desenvolvimento da região amazônica. Uma boa leitura para todos. Alfredo Homma Agrônomo, Membro da Academia Brasileira de Ciências Agronômicas