Dez clássicos da filosofia que você precisa ler para vencer na vida

Está cada vez mais difícil conquistar o sucesso, tanto na área profissional quanto na área pessoal. A cobrança, a correria do dia a dia, o cansaço, a falta de cuidado com a saúde, são tantas as questões que fica difícil chegar ao famoso “venci na vida”.

Para auxiliar nessa caminhada, reunimos dez clássicos da filosofia para te ajudar a vencer na vida.

A arte da prudência – Baltasar Gracián

Ao longo da história do Ocidente a palavra “prudência” adquiriu novos significados. Na Modernidade o conceito de prudência ganhou uma maior “mundanidade” por ter ganhado uma conotação ainda mais próxima ao seu aspecto prático. Na obra de Baltasar Gracián este termo tem o sentido de “sabedoria de vida”. O autor menciona tal palavra apenas uma vez nesta obra: “Da grande sindérese. É o trono da razão, base da prudência com a qual custa pouco o acertar. É dadiva do céu e a mais desejada, por ser primeira e melhor”. Gracián dirige-se ao indivíduo que, diferentemente da Idade Média, já se encontra envolto em diferentes autonomias. É a autonomia moral que se torna o foco deste breviário. O seu intuito é ajudar qualquer um a sobreviver no mundo ordinário, no cotidiano da vida.


Como distinguir um bajulador de um amigo – Plutarco

Este é um verdadeiro “manual de sobrevivência” contra quem se faz de amigo, mas não é amigo. É uma condensação de sabedoria e esperteza, que aprofunda as atitudes humanas mais comuns, com uma linguagem direta e compreensível para todos. O filósofo adverte contra os falsos amigos, ilustra suas atitudes sorrateiras, explica suas formas de agir e revela como desmascará-los. É um texto decididamente datado, mas incrivelmente atual e moderno; um clássico imperdível, muitas vezes irônico e muito, muito instrutivo.


Como tirar proveito dos seus inimigos – Plutarco

Esta obra nos ensina que, embora possam nos fazer mal, nossos inimigos podem também nos ajudar em nosso desenvolvimento pessoal e moral. Plutarco, recorrendo a outros pensadores como Xenofonte e Diógenes, mostra que os sentimentos despertados por eles podem ser ótimos propulsores para tomada de decisão quando usados da maneira correta. Escrita no primeiro século da Era Cristã, Como tirar proveito de seus inimigos é uma obra plenamente atual, pois num mundo cada vez mais competitivo saber como tirar proveito das situações ruins pode ser o diferencial entre o sucesso e o fracasso.


Arte da guerra – Sun Tzu

A Arte da Guerra é um antigo tratado militar chinês que tem sido utilizada em diferentes áreas por sua perspicácia estratégica. Seja no âmbito profissional ou pessoal, a descrição e os conselhos de Sun Tzu são válidos para obter melhores resultados nos empreendimentos, táticas de negócios, estratégia legal, política, esportes, estilos de vida e além.


O príncipe – Nicolau Maquiavel

O Príncipe foi dedicado ao governante de um Estado ameaçado. Nesse contexto, Maquiavel defende a autonomia da Política em relação à moral e a prerrogativa absoluta do governante para garantir a estabilidade do Estado e o bem comum da nação. A obra revela os mecanismos da conquista e da manutenção do poder do Príncipe em vista da sabedoria e perenidade do Estado.


A arte de ter razão – Arthur Schopenhauer

Neste livro Schopenhauer apresenta 38 estratégias sobre a arte de vencer um oponente num debate, não importando os meios, utilizando a maior ferramenta que possuímos; a palavra. É possível recorrer a estes estratagemas, lícitos e ilícitos, para ”obter” razão, e defendê-la quando ela estiver do nosso lado ou conquistá-la quando estiver do lado do adversário. Com frieza classificatória, Schopenhauer indica ”os caminhos oblíquos e os truques de que se serve a natureza humana em geral para ocultar seus defeitos”.


Sobre a prudência – Santo Tomás de Aquino

A prudência está na vontade ou na razão? Parece que a prudência não estaria em nossa capacidade de conhecer, mas de querer, pois Agostinho, no livro Os costumes da Igreja Católica comparados aos dos maniqueus, XV, declara que a prudência é o amor que escolhe sagazmente entre as coisas que ajudam e as que produzem impedimento. Ora, o amor não está na capacidade de conhecer, mas de querer. Portanto, a prudência está na capacidade de querer.


Sobre a brevidade da vida e o ócio – Sêneca

Os dois textos reunidos nesta publicação fazem um alerta: não ser dono do próprio tempo é uma miséria existencial. Mas – não se engane– os textos são também, essencialmente, otimistas, pois apontam o convívio coma filosofia como um caminho alternativo à vida atribulada.


Sobre a vida feliz – Agostinho

Neste livro, Santo Agostinho demonstra ao longo de um diálogo orientado filosoficamente, que a verdadeira felicidade está apenas no conhecimento de Deus. O ser humano só pode ser feliz se tem o que quer, mas, por outro lado, como aprende de Cícero, constata que ter o que se quer é diferente de ser feliz, pois nem sempre o ser humano deseja aquilo que é bom, podendo estar submisso à malícia da vontade.


Sobre como lidar consigo mesmo – Arthur Shopenhauer

Assim como o andarilho que só obtém uma visão geral e reconhece o caminho percorrido, com todas as suas sinuosidades e desníveis, ao chegar a um ponto mais elevado, nós também só reconhecemos a verdadeira interligação de nossos atos, realizações e obras, a sua exata consequência e o seu encadeamento, inclusive o seu valor, ao chegarmos ao final de uma etapa de nossa vida ou até da vida inteira.


Do livro “A arte da prudência”




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