Sobre o autor


José Luís Fiori

Biografia:

Autor do livro: A síndrome de Babel e a disputa do poder global. Organizador dos livros: Sobre a guerra, Sobre a paz e O poder americano.

* José Luís Fiori é escritor, analista internacional e professor permanente dos Programas de Pós-graduação em Economia Política Internacional – PEPI, e de Bioética e Ética Aplicada – PPGBios, da UFRJ. É coordenador do Grupo de Pesquisa “Poder global e geopolítica do capitalismo” e coordenador do Laboratório de Ética e Poder Global. É autor de 149 artigos publicados em periódicos e 382 artigos publicados em jornais e revistas. Já publicou 18 livros, sendo 7 autorais, 3 em parceria, 3 em coedição e 5 editados por ele.

 

Conheça mais sobre o autor na entrevista abaixo!

Como e quando surgiu a ideia de escrever seu primeiro livro, e qual foi?

Meu primeiro livro foi publicado em 1995, pela Editora da UERJ, e foi minha tese de doutoramento que eu havia defendido na USP em 1985. O título da tese era “Ciclo e crise na dinâmica de um estado periférico”, mas o livro chamou-se “O vôo da coruja -Uma leitura não liberal da crise do estado desenvolvimentista”. Este mesmo livro foi reeditado uns anos mais tarde, em 2003, pela Editora Record. Minha tese havia ficado guardada numa gaveta desde o dia em que a defendi, num dia muito frio e chuvoso de inverno, frente à uma bancada presidida pelo meu orientador, o Professor Francisco Weffort. Mas o livro foi batizado com um novo título que foi sugerido por um dos diretores da Editora da UERJ, em homenagem à Hegel e à frase final da tese que conclui dizendo que, “neste ponto, contudo, diante das incertezas do futuro, cegam-se os olhos da coruja, o pássaro de Minerva”.

Onde busca inspiração para os temas de seus livros?

Publiquei alguns livros sozinho, e outros como editor ou organizador de coletâneas reunindo os trabalhos dos grupos de pesquisa de que participei ou que coordenei. Por outro lado, alguns dos meus livros pessoais reuniram meus próprios trabalhos e ensaios acadêmicos que fui escrevendo sobre os temas que estava pesquisando, com relação a história política e econômica brasileira, nos primeiros anos do meu trabalho acadêmico, ou sobre a economia política internacional, nas últimas duas décadas. E publiquei também alguns livros reunindo meus artigos mais curtos de diagnóstico, interpretação e crítica da conjuntura nacional e internacional. Artigos que saíram publicados em jornais ou revistas e que marcam o caminho da minha militância como “intelectual público”, pelo menos desde 1990. Somando tudo devo ter publicado já uns 19 livros.

Qual livro está lendo agora?

São dois: “Impérios, uma nova visão da história universal”, de Jane Burbank e Frederick Cooper; e “Blind Oracles”. Intellectuals and war from Kenann to Kissinger”, de Bruce Kuklick.

Já tem um tema para o próximo livro?

Sim, e inclusive sua publicação já foi aprovada pelo conselho editorial da Vozes. Será um livro cujo tema foi sugerido por muitos colegas e alunos, e que reunirá vários trabalhos meus dispersos através dos anos e de muitos livros, onde me parecem encontrar-se os principais pontos e passos que fui dando na construção do meu programa de pesquisa e da minha própria teorização sobre o tema do “poder global” que atravessa praticamente toda a minha trajetória intelectual.

No livro “Sobre a paz”, você disse que considera que a guerra é um fenômeno permanente e incontornável da história humana. Então não há esperança de uma paz mundial?

Sim, o que há exatamente é a esperança, o desejo coletivo da paz… Como eu digo em algum momento do livro “Sobre a Paz”, “ a guerra e a paz devem ser vistas e analisadas como dimensões inseparáveis de um mesmo processo contraditório, perene e agônico de anseio e busca dos homens, por uma transcendência moral muito difícil de ser alcançada”.

No seu livro “A síndrome de Babel e a disputa do poder global” você apresenta algumas ideias para a discussão de uma nova estratégia de desenvolvimento para o Brasil e a América Latina. Alguma coisa mudou desde quando escreveu o livro, ou as ideias propostas continuam as mesmas?

Acho que continuam as mesmas. O continente latino-americano segue dividido e paralisado por uma disputa polarizada entre um projeto ultra-liberal agora galvanizado pela extrema-direita, e um projeto de natureza mais desenvolvimentista e social-democrata de crescimento e inclusão social e diminuição das desigualdades imensas que marcam a história deste continente, com participação ativa do estado. Agora mesmo o continente está deixando para trás um período de hegemonia da extrema-direita ultra-liberal e voltando-se uma vez mais na direção oposta. Um impasse que se agrava pela intervenção externa dos Estados Unidos ao lado das forças de direita, e por conta da vassalagem intelectual das nossas elites econômicas e militares.

Poderia indicar para os leitores um livro que marcou sua vida e que vale muito a pena a leitura?

“Guerra e Paz”, do Tolstoi

 

(Créditos da imagem: Site outraspalavras.net)

 

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